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terça-feira, setembro 20, 2011

Metallica - Live In San Francisco (With Dave Mustaine) [1982]



A história do Metallica não é novidade para nenhum headbanger: todos sabem queDave Mustaine, o líder do Megadeth, fez parte do quarteto de 1982 até 1983, e queRon McGovney foi o baixista durante o ano de 1982. McGovney foi despedido porque não contribuía para o grupo, apenas seguia as ordens e não acrescentava em nada, e Mustaine foi expulso por conta do abuso de substâncias ilícitas, além de seu comportamento no mínimo questionável.

Mas o que foi gerado nessa formação desperta muito interesse para os fãs, porque essa line-up não deixou muitos registros. O interesse maior se dá pela performance de Dave, que se mostrou no futuro um verdadeiro gênio do metal com o Megadeth. E o arquivo dessa postagem vai garantir a diversão de muitos apreciadores do som pesado.

Não sei ao certo a data desse concerto, porque o Metallica fez quatro shows em São Francisco, Califórnia, no ano de 1982: um em setembro, um em outubro e dois em dezembro. O que importa é que a raridade é tão boa que o registro foi compilado da mesa de som, ou seja, a qualidade do áudio está MUITO BOA para um registro de uma banda que, na época, pertencia ao máximo underground.


James Hetfield e Dave Mustaine em palco


O Metallica esbanja energia durante o show que, apesar de curto e contar com apenas oito músicas, vale demais a conferida. Dave Mustaine mostra que faz a diferença e comprova eficiência tanto na guitarra quanto em vocais divididos em alguns momentos, enquanto Ron McGovney faz bem o seu trabalho e os futuros remanescentes, James Hetfield e Lars Ulrich, dispensam quaisquer comentários.

As lendas do Thrash Metal em seu início de carreira num registro raro e de boa qualidade sonora. Vai deixar de conferir?

01. Hit The Lights
02. The Mechanix
03. Phantom Lord
04. Jump In The Fire
05. Motorbreath
06. No Remorse
07. Seek & Destroy
08. Metal Militia

James Hetfield - vocal, guitarra rítmica
Dave Mustaine - vocal, guitarra solo
Ron McGovney - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria




domingo, março 06, 2011

Metallica – Black Album [1991]




O Metallica foi um dos precursores do thrash metal norte americano, no início dos anos 80. O Slayer era mais pesado, o Megadeth era mais louco, e o Anthrax era mais “rapper”. Mas tinha algo no Metallica que o fazia especial: eles eram pesadamente geniais de um jeito que nenhuma das outras bandas conseguia ser. Seu som tinha refrões de fazer o povo gritar nos shows (The Four Horsemen), tinha riffs de guitarra de entortar pescoço (Seek and Destroy) e uma bateria furiosa que acompanhava direitinho tudo o que o frontman James Hetfield fazia, tanto nos vocais como nas guitarras. Uma cozinha especial e diferente do tradicional formato baixo/bateria.


O embrião do thrash metal mostra como, no início dos anos 80, os estilos do rock pesado ainda não havia se diversificado. Quando participaram da coletânea Metal Massacre, em 1982, o Metallica dividiu espaço com bandas como Black’n’Blue e Bitch, que mais tarde contribuíram para a formação do hard rock farofa. O thrash marcou uma vertente toda especial, com a trupe de Hetfield puxando o cortejo.


Com Kill ‘em All eles foram rápidos e pesados; com Ride the Lightning eles experimentaram um lirismo nas composições até então inusitado (Fade to Black); com Master of Puppets eles se consagraram a maior banda de metal do mundo; com ...And Justice For All eles se reinventaram em função da morte de Cliff Burton, então baixista e compositor do grupo junto com James Hetfield (voz e guitarra) e Lars Ulrich (bateria).


Eis que, em 1988, eles participaram do festival Monsters of Rock, na California, como segunda atração do dia, depois do Kingdom Come e antes de Dokken, Scorpions e tendo como headliner ninguém menos que o Van Halen (turnê OU812). Quando o Metallica entrou no palco, o público ficou enfurecido, destruindo o tapume que separava o povão da área vip e promovendo um quebra quebra com cadeiras voando, mosh e tudo o mais que pode ser considerado true metal. Eles estavam todos ali não para curtir as atrações principais, mas para ver o Metallica detonar com tudo. A banda ganhou o festival para si.

Assim, eles experimentaram pela primeira vez o gostinho do mainstream. E quiseram atingir o mundo, com altas vendagens de discos e turnês mundiais em arenas para milhares de pessoas. Mas, para isso, precisariam mudar seu som, já que o thrash da bay area não tinha o apelo comercial necessário. Optaram pelo hard rock, já então saturado pelos excessos dos músicos do estilo.

Viajaram para o Canadá e recrutaram para a produção do próximo disco ninguém menos que Bob Rock, responsável pela produção do multiplatinado Dr. Feelgood do Motley Crue. E fizeram um excelente disco de hard rock, com duas baladas (Unforgiven e Nothing Else Matters) e uma cadência mais lenta que o usual nas demais canções (Wherever I May Roam, Enter Sandman e Don’t Tread on Me). Deixaram de lado os dedilhados que os tornaram famosos em ...And Justice For All e os bumbos duplos de bateria foram bastante contidos.

Track List

01. Enter Sandman
02. Sad But True
03. Holier Than You
04. The Unforgiven
05. Wherever I May Roam
06. Don’t Tread On Me
07. Through The Never
08. Nothing Else Matters
09. Of Wolf And Man
10. The God That Failed
11. My Friend Of Misery
12. The Struggle Within

James Hetfield (guitarras e vocais)
Lars Ulrich (bateria)
Kirk Hammet (guitarras)
Jason Newsted (baixo)

Metallica - ...And Justice for All [1988]



Após a trágica morte do espetacular baixista Cliff Burton, em um acidente de ônibus na Suécia, eis que a banda se via na indecisão de continuar ou não. Com apoio da família de Burton, eles foram à procura de um novo baixista, e o recrutado foi Jason Newsted da banda Flotsam & Jetsam. E o que temos aqui é thrash da melhor qualidade e um dos melhores discos do estilo, tendo um lado até mais progressivo nas canções, com a melhor atuação de Lars nas baquetas em toda a discografia da banda (sendo que muitos ainda acreditavam na lenda de Dave Lombardo ter assumido a bateria na gravação), instrumental intricado e muito trabalhado e sua temática obscura e questionadora, que fazem desse um clássico eterno, estando na minha opinião, no mesmo patamar que as três obras primas lançadas anteriormente.


E iniciando a pedrada que viria daí para frente, a paulada "Blackened", que inicia com belas guitarras em um efeito reverso, que depois descamba para um lado brutal, talvez na canção mais crua desse registro, com Lars mandando bala no bumbo duplo, e dupla Hammet/Hetfield mandando riffs poderosos e empolgantes, sendo o único senão o baixo praticamente inexistente de Newsted, que ocorreria pelo restante do disco, mas que mesmo assim não compromete o resultado final desta maravilha, com uma letra inteligente, questionando a destruição que o próprio homem vem causando a terra com sua atitude egoísta. "... And Justice For All" tem o lado mais progressivo desse disco, e com outra letra espetacular, questionando o sistema judiciário, facilmente corrompido pelo dinheiro, onde temos quase dez minutos magistrais, e até Hetfield apresenta vocais mais maduros e potentes, sem perder a agressividade do início da banda.





"Eye of the Beholder" continua no mesmo nível inicial, com um punch espetacular, mostrando que nos anos 80 eles estavam realmente em seu ápice, onde até aqui não temos uma canção fraca, onde vemos que mesmo com mudança para uma sonoridade mais soturna e cadenciada, devido à complexidade do que é apresentado aqui, com mudanças de andamento geniais e imprevisíveis, que deixou tudo ainda mais maravilhoso. "One"dispensa qualquer apresentação, entrou no hall dos grandes clássicos da história do metal, com o início calmo, quase uma balada, e que de seu meio para frente ganha peso e mudanças de andamento inesperadas, sem falar na interpretação perfeita de todos, principalmente nos memoráveis solos de Hammet e bateria pesada e rápida de Ulrich, atestando o grande momento que ele passava. Sem falar na bela letra, retratando a condição de um soldado que havia sido ferido em uma guerra, e a situação triste que passava ao se encontrar em estado vegetativo devido aquela situação, sendo que todo este conjunto rendeu a banda reconhecimento, tendo o clipe sendo passada a exaustão na MTV na época e foi um empurrão para a bela venda que o disco teve, sendo o mais vendido da banda até aquele momento.


"The Shortest Straw" aumenta a velocidade do que foi apresentado até aqui, trazendo mais agressividade no meio de tantos sons mais trabalhados que continua muito bem o trabalho de prender a atenção a esta bela obra. "Harvest of Sorrow" volta à ênfase na complexidade e cadência tudo novamente, sendo a música mais arrastada do álbum, talvez se baseando na letra mais sombria e intimista dessa gravação e que mostra que em nenhum momento eles conseguiram ser fracos, que tudo feito até aqui é da mais perfeita qualidade. "The Frayed Ends of Sanity" é mais experimental, mas com uma pegada extraordinária, mais uma vez voltando a ter várias quebras de ritmo e mudanças e que nos dá a impressão de estar escutando várias músicas diferentes em uma mesma canção e que não cansa em nenhum momento, até dá vontade de voltar e apreciar tudo de novo.





"To Live is To Die" é o momento mais emocional desse disco, sendo feita em homenagem ao ex-companheiro Cliff Burton, uma música instrumental de muito bom gosto e carregada de emoção em toda sua execução, não sendo necessário nenhum vocal para fazer qualquer um se emocionar junto com a banda, honrando a tradição de belas músicas instrumentais feitas do inicio de sua carreira até este momento e se tornando uma linda homenagem a este pequeno monstro no baixo, que nos deixou tão prematuramente. Encerrando com chave de ouro este disco, temos a brutal e agressiva "Dyers Eve" que não faria feio estando no "Kill 'Em All", devido seu nível de agressividade, que remete a este petardo, e que mostra que a banda não tinha se esquecido de como fazer sons mais agressivos e pesados, com solos incendiários e bateria ensandecida. Baixe correndo e sinta como é espetacular ouvir uma banda em seu ápice criativo em todos os sentidos.


Do típico disco que é obrigatório ouvir antes de morrer, resumindo, baixe correndo e ouça no som mais alto que puder! E não me responsabilize caso suas caixas estourem ou ouvidos sangrem durante sua execução, é por sua conta e risco! (rs)


1.Blackened
2. ...And Justice for All
4.One
5.The Shortest Straw
6.Harvester of Sorrow
7.The Frayed Ends of Sanity
8.To Live Is to Die
9.Dyers Eve

James Hetfield - Vocal e Guitarra base
Kirk Hammett - Guitarra solo
Jason Newsted - Baixo e Backing vocal
Lars Ulrich - Bateria


Metallica - Live In Davenport, Iowa [1986]


Não é a toa que a fase inicial do Metallica - principalmente a que conta comCliff Burton - até hoje desperta o interesse dos apreciadores de música pesada e permanece como o período predileto dos fãs mais assíduos do grupo. A energia do quarteto era impecável. Infalível. Soberba. Me faltam adjetivos e para muitos também deve-se perceber a ausência dos mesmos.

Cada vez mais em voga, o Metallica acabava de lançar um álbum que hoje é considerado a Bíblia (ou uma das Bíblias) do Thrash, "Master Of Puppets", e já tinha outros dois potentes discos no currículo. No momento do registro que trago-vos nessa postagem, o conjunto viajava o mundo pela turnê do mais recente lançamento, citado no início do parágrafo.

O show aqui disponibilizado se deu no Coliseum Ballroom da cidade estaduniense de Davenport, no estado de Iowa, em 30 de maio de 1986. O áudio, extraído diretamente da mesa de som, retrata perfeitamente a química aqui presente. Músicos entrosados e um poder de fogo capaz de tremer o chão.


James Hetfield e Kirk Hammett

James Hetfield, ainda garoto, começa a apresentar um pouco de virilidade na voz e apresenta bases consistentes na guitarra. Kirk Hammett, guitarrista competente, dá um show à parte. Cliff Burton (R.I.P.) dispensa comentários: é um dos baixistas mais influentes da história do Rock. Lars Ulrich, nanico frenético, não falha a nenhum momento.

Tem-se um repertório recheado de clássicos como "For Whom The Bell Tolls", "Seek And Destroy" e "Welcome Home (Sanitarium)", bem como dá espaço para algumas canções que mereciam mais destaque na trajetória do grupo, como "The Thing That Should Not Be" e "Damage Inc." E, como de praxe, a execução de "Am I Evil?", cover do Diamond Head.

Infelizmente, algumas semanas depois, o falecimento de Cliff veio à tona. Mas vale conferir essa pedrada e sentir o drama causado por um dos quartetos mais poderosos da história do metal.

01. Master Of Puppets
02. For Whom The Bell Tolls
03. Welcome Home (Sanitarium)
04. The Thing That Should Not Be
05. Cliff Burton Bass Solo
06. Damage Inc.
07. Seek And Destroy
08. Creeping Death
09. Am I Evil? (Diamond Head cover)
10. Whiplash
11. The Four Horseman
12. Motorbreath

James Hetfield - vocal, guitarra base
Kirk Hammett - guitarra solo
Cliff Burton - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria



Metallica - Cliff's Last Show [1986]

A gravação desse show se deu na cidade de Estocolmo, Suécia, no dia 26 de setembro de 1986 (um dia antes de sua morte), durante a turnê européia de divulgação do disco "Master Of Puppets" que, por sinal, é considerado até hoje o magnum opus da banda e um dos discos mais importantes da música pesada em geral.

O repertório é um dos melhores que já vi até hoje sendo executados pelo Metallica, reunindo as pauleiras dos três primeiros (e melhores) discos, algo de dar orgulho à qualquer batedor-de-cabeça. Os instrumentistas estão em sua melhor forma (principalmente James Hetfield) e sincronia, além de uma química absurda ser facilmente notada.

A gravação é de audiência, mas está com uma qualidade legal e eu tenho certeza que o registro vale e muito! Rest in peace, mr. Burton!

01. Battery
02. Master of Puppets
03. For Whom The Bell Tolls
04. Welcome Home (Sanitarium)
05. Ride the Lightning
06. Cliff Burton Bass Solo
07. Whiplash
08. The Thing That Should Not Be
09. Fade to Black
10. Seek And Destroy
11. Creeping Death
12. The Four Horsemen
13. Damage Inc.
14. Blitzkrieg

James Hetfield - vocal, guitarra-base
Kirk Hammett - guitarra-solo
Cliff Burton - baixo, backing-vocals
Lars Ulrich - bateria




É necessário o download das duas partes, caso contrário, o arquivo não descompactará corretamente.

Metallica - Master of Puppets [1986]



"Resenhar clássicos não é uma tarefa fácil". O que falar então de Master Of Puppets? Gravado na Dinamarca, no final de 1985, e lançado em fevereiro de 1986, "Master Of Puppets" é o Metallica no ápice, e sem engano, o melhor trabalho do quarteto. O disco teve uma ótima recepção da crítica e dos fãs desde o lançamento, talvez explicando o motivo de o álbum ter vendido mais de seis milhões de copias até os dias atuais.


O Metallica estava bem, vendiam, tinham shows lotados [nessa época a banda passou a abrir para ninguém mais ninguém menos do que Ozzy Osbourne] e como já mencionado, tinha sucesso de crítica. Em julho de 1986, enquanto andava de skate, James Hetfield quebrou o pulso e foi logo substituído pelo técnico de guitarra John Marshall. John assumiu o posto até o dia 25 de setembro de 1986. Trágico? Não! Mal a banda sabia que dois dias depois uma tragédia aconteceria... No dia 27 de setembro, enquanto viajavam em turnê pela Europa, o ônibus em que a banda estava capotou (devido à fina camada de neve que estava na pista). O baixista Cliff Buton foi arremessado para fora e foi atropelado pelo próprio ônibus. Jason Newsted assumiu as quatro cordas, mas fica obvio que Cliff deixou para sempre sua marca no Metallica... Vamos aos destaques! A play abre com "Battery", faixa que começa bem calma e depois vira uma pauleira digna de explodir os amplificadores, "Master Of Puppets", esta nem precisa falar nada, apenas ouça, "The Thing Tha... Pessoal, não da pra dar destaques a um clássico como este. Ouça o disco na integra!

Track List:


01. Battery
02. Master Of Puppets
03. The Thing That Should Not Be
04. Welcome Home (Sanitarium)
05. Disposable Heroes
06. Leper Messiah
07. Orion
08. Damage Inc.


Line-Up:


James Hetfield - Vocais, guitarra rítmica
Kirk Hammett - Guitarra Solo
Cliff Burton - Baixo
Lars Ulrich – Bateria

Metallica - Live At Loreley Metal Hammer Fest, Germany [1985]


Raridade à vista! A gravação desse excelente registro do Metallica se deu em 14 de setembro de 1985 no Loreley Metal Hammer Fest, da cidade alemã de St. Goarshausen, durante a turnê para divulgar o álbum "Ride The Lightning", do ano anterior.

Contextualizando: a apresentação antecede praticamente um ano o falecimento do baixista Cliff Burton, morto em setembro do ano seguinte. Um mês antes deste concerto o Metallica havia tocado para a sua maior platéia até então - 70 mil fãs bateram cabeça com a banda, ainda em ascenção, no Monsters Of Rock, que também contava com os também ascendentes Ratt e Bon Jovi. E nessa mesma época "Killing Is My Business... And Business Is Good", primeiro álbum dos amigões do Megadeth, era lançado. (risos)

Qualquer fã de Thrash Metal ou até mesmo de Metal, de uma forma geral, tem noção da energia do Metallica no passado. O grupo era forte e consistente (coisa que nunca deixou de ser) e contava com um peso implacável (coisa que deixou de ter com o passar dos anos, risos). Burton parece colocar uma química a mais naquilo que já foi perpetuado por Kirk Hammett, Lars Ulrich e James Hetfield durante todos os anos metálicos da banda. Todos, beirando os 22 e 23 anos, se mostravam sedentos por Heavy Metal, permitindo que os presentes entrassem em delírio com a pauleira.



O repertório, com apenas faixas dos dois primeiros trabalhos da banda, é um pouco curto (55 minutos de duração), mas repleto de boas músicas. A excelente abertura, com "Creeping Death" e "Ride The Lightning", deixa a bootleg com classe, além do fechamento com a dobradinha "Fade To Black" (melhor solo de Kirk da história da banda) e "Seek And Destroy" (arregaça, Lars!). Mas o download vale só por "For Whom The Bell Tolls" - o instrumental arrojado somado às ótimas linhas vocais de James, com a voz limpa e saudável, e ao baixo destruidor de Cliff, com uma ótima demonstração de como se tocar baixo em uma banda de metal antes do início da canção, são um deleite para o ouvinte desse registro histórico.


Vale ressaltar que a gravação foi extraída da mesa de som, ou seja, a gravação está excelente. Uns ruídos aqui, uns cortes indevidos criados provavelmente pelo tempo ali, mas nada que comprometa, pois são breves. Confiram!

01. Creeping Death
02. Ride The Lightning
03. Disposable Heroes
04. No Remorse
05. Cliff Burton Bass Solo
06. For Whom The Bell Tolls
07. The Four Horsemen
08. Fade To Black
09. Seek And Destroy

James Hetfield - vocal, guitarra base
Kirk Hammett - guitarra solo, backing vocals
Cliff Burton - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria



Metallica - Kill 'Em All [1983]


O Metallica foi formado em meados de 1981 pelo baterista Lars Ulrich. Após recrutar James Hetfield para cantar e tocar guitarra, que viu um anúncio de Lars procurando interessados em montar uma banda, surgiram Dave Mustaine (guitarra) e Ron McGovney (baixo). Num futuro não muito distante (poucos meses depois), Ron foi substituído por Cliff Burton por não contribuir em nada e Mustaine deu lugar a Kirk Hammett por conta de seu comportamento agressivo e abuso de substâncias ilícitas.

Após algumas demos divulgadas, os caras conseguiram um contrato e "Kill 'Em All" foi gravado com um orçamento não muito proveitoso, mas o suficiente para dar um pontapé inical em uma grande carreira. O álbum, originalmente intitulado "Metal Up Your Ass", revolucionou o jeito de se fazer música pesada, sendo um dos primeiros e mais influentes álbuns do Thrash Metal. Ao longo dos 51 minutos de sujeira e patifaria, o disco alia velocidade e peso de uma forma pouco abordada antes.

A tiragem inicial de 1500 cópias não limitou os jovens rapazes, que hoje podem dizer que são detentores de um dos nomes mais bem-sucedidos no ramo da música pesada: o Metallica. Hoje, "Kill 'Em All" já passou da marca de 3 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.



O que você encontrará aqui, caro leitor, é o mais digno som pesado e rápido: produção crua e sem muitas frescuras, riffs rápidos, solos incríveis, composições excelentes, baixo avassalador (Cliff é mestre), bateria pesada e furiosa e, de quebra, a voz gritada e levemente aguda de um James Hetfield completamente diferente do que nos acostumamos.


Vale ressaltar a diferença que a mão de Dave Mustaine, ex-integrante da banda e líder do Megadeth, fez nas composições. Diferente de todos os outros lançamentos da banda, "Kill 'Em All" é simples e não aborda nuances muito complexas.


Os destaques ficam para "Whiplash", "Seek & Destroy", "Hit The Lights", "Motorbreath" e "The Four Horsemen", mas vale aproveitar essa pérola da cabeça aos pés. Um digníssimo álbum de Thrash Metal que entrou para a história como um verdadeiro clássico, despretencioso porém influente e fantástico.

01. Hit The Lights
02. The Four Horsemen
03. Motorbreath
04. Jump In The Fire
05. (Anesthesia) Pulling Teeth
06. Whiplash
07. Phantom Lord
08. No Remorse
09. Seek & Destroy
10. Metal Militia

James Hetfield - vocal, guitarra base
Kirk Hammett - guitarra solo
Cliff Burton - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria, percussão



sábado, março 05, 2011

Metallica - Live In San Francisco (With Dave Mustaine) [1982]


A história do Metallica não é novidade para nenhum headbanger: todos sabem que Dave Mustaine, o líder do Megadeth, fez parte do quarteto de 1982 até 1983, e que Ron McGovney foi o baixista durante o ano de 1982. McGovney foi despedido porque não contribuía para o grupo, apenas seguia as ordens e não acrescentava em nada, e Mustaine foi expulso por conta do abuso de substâncias ilícitas, além de seu comportamento no mínimo questionável.

Mas o que foi gerado nessa formação desperta muito interesse para os fãs, porque essa line-up não deixou muitos registros. O interesse maior se dá pela performance de Dave, que se mostrou no futuro um verdadeiro gênio do metal com o Megadeth. E o arquivo dessa postagem vai garantir a diversão de muitos apreciadores do som pesado.

Não sei ao certo a data desse concerto, porque o Metallica fez quatro shows em São Francisco, Califórnia, no ano de 1982: um em setembro, um em outubro e dois em dezembro. O que importa é que a raridade é tão boa que o registro foi compilado da mesa de som, ou seja, a qualidade do áudio estáMUITO BOA para um registro de uma banda que, na época, pertencia ao máximo underground.


James Hetfield e Dave Mustaine em palco

O Metallica esbanja energia durante o show que, apesar de curto e contar com apenas oito músicas, vale demais a conferida. Dave Mustaine mostra que faz a diferença e comprova eficiência tanto na guitarra quanto em vocais divididos em alguns momentos, enquanto Ron McGovney faz bem o seu trabalho e os futuros remanescentes, James Hetfield e Lars Ulrich, dispensam quaisquer comentários.

01. Hit The Lights
02. The Mechanix
03. Phantom Lord
04. Jump In The Fire
05. Motorbreath
06. No Remorse
07. Seek & Destroy
08. Metal Militia

James Hetfield - vocal, guitarra rítmica
Dave Mustaine - vocal, guitarra solo
Ron McGovney - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria